domingo, 4 de novembro de 2007

ADOÇÃO DE ANIMAIS POR EMPRESAS

Animais em empresas

BOB, O VIRA-LATA QUE VIROU MASCOTE

Quando Bob foi adotado pelos proprietários da KSR Eventos, há quase cinco anos, essa tendência de as empresas terem animais de estimação convivendo no ambiente de trabalho talvez nem existisse. Bob é um simpático vira-lata e o mais ilustre colaborador da KSR, empresa especializada infra-estrutura para eventos corporativos tais como sonorização, iluminação, videoprojeção, cenografia e geradores.

Sua história, como a da maioria dos cães sem dono, teve um início triste, repleto de privações e falta de cuidados. Vivendo pelas ruas do bairro do Ipiranga, viu sua sorte mudar quando passou a dormir na porta da empresa. A afeição pelo cão foi crescendo a cada dia, principalmente por parte dos proprietários, o casal Kátia de Souza e Edson Gonçalves, que passou a alimentá-lo, mas mantendo-o do lado de fora. Isso durou até o dia em que foi atropelado e, com um corte profundo numa das pernas, recebeu socorro médico e o direito a entrar pela porta.

Bob passou a morar dentro da KSR. A partir daí, ele deixou para trás o nome recebido nas ruas e a vida de vira-lata. Simpático e sempre aberto a amizades, conhece todo mundo. Não há um dia sequer de trabalho que não esteja na entrada, aguardando a chegada de cada de todos os que trabalham na empresa. E, no final do expediente, lá está ele de novo. Sempre com sua pontualidade britânica, pela manhã, às 10h e, no final do dia, a partir das 17h30. "Se alguém está muito triste, com algum problema pessoal, Bob percebe e dá uma atenção especial, inclusive, direito a beijos, lambidas... Entre mais de 70 pessoas circulando diariamente na casa, ele sabe quem não é da empresa e late com veemência. Quando algum funcionário volta de férias, Bob pula freneticamente na pessoa, demonstrando alegria por ela ter voltado depois de tanto tempo", conta Katia.

Em quase todas as reuniões de trabalho e treinamento, o mascote da KSR não sai de perto, normalmente escolhe o centro da sala, onde pode ver e todos, propiciando um clima mais descontraído e afetuoso na empresa. Acariciar um animal de forma descontraída desenvolve a afetividade, relaxa e diverte. E o Bob não dispensa uma mesa de trabalho. Isso com certeza proporciona um clima diferenciado na KSR.

Na convivência de Bob com os colaboradores e a movimentada rotina da KSR somam-se histórias engraçadas e comoventes. Numa delas, mostrou sua valentia e impôs sua presença como guardião do local ao perceber, no meio da noite, que ladrões tentavam invadir o prédio: começou a latir e alertou os pedreiros que dormiam no local a tempo de evitar o pior.


Em uma outra situação, ao acompanhar uma das funcionárias ao ponto de ônibus, quis estender a companhia da colega de trabalho, embarcando no coletivo. O mesmo aconteceu com o motorista da empresa que, já há uma distância razoável da KSR, percebeu o amigo de patas entre a carga que levava para um evento. Não teve escolha. Foi obrigado a refazer todo o trajeto de volta à empresa.

Embora todas memoráveis, uma das histórias que Kátia de Souza mais gosta de contar sobre o cão é a de sua amizade com o presidente da Telefonica. Achando que o executivo poderia não gostar de ver Bob repetidas vezes transitando livremente pela diretoria, deu ordens para que o escondessem. Tamanha foi sua surpresa diante da pergunta do mais alto funcionário da empresa de telefonia ao chegar em sua sala para uma reunião e não encontrar o animal: "Dónde está el perro?"

Hoje, a KSR Eventos ocupa novas instalações, bem mais amplas e em novo endereço e bairro. Bob mantém sua rotina e convívio com o pessoal e o dia-a-dia da organização, mas não mora mais lá. Seu novo lar é a casa dos patrões, ou melhor, de seus donos. Chega às 9 horas com Edson, ao meio-dia vai almoçar e, às 21h, quando termina o expediente de Kátia, ele sobe até sua sala e pergunta na sua linguagem de cachorro: "Você vai demorar muito?"


Vida de cão...
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